Para Cuba com amor

Por Anticapitalistas (Peru)

Foto: Ramon Espinosa/AP

Amamos Cuba. Amamos a revolução cubana. Por isso, somos contra as medidas que favorecem o estabelecimento de empresas capitalistas e o desenvolvimento do mercado livre.

O nosso amor por Cuba é pela proposta de um socialismo construído a partir de baixo, como desejavam Luxemburgo, Kollontai, Mariátegui e Che.

Neste domingo, realizaram-se protestos em Cuba que questionaram a situação sanitária, o desabastecimento e os apagões elétricos que estão a ocorrer na ilha desde 21 de junho. Protestos que num socialismo saudável levariam a ampliar as bases do diálogo entre o governo e a população.

Em vez disso, o governo respondeu com uma retórica belicista: “A ordem de combate foi dada”, disse o presidente Díaz Canel. Converteu uma simples marcha num confronto entre cubanos.

É falso que o povo tenha saído à rua em busca dum retorno ao capitalismo. Os comunistas cubanos dizem o contrário: saiu às ruas para além de um slogan, saiu para exigir ao governo um verdadeiro socialismo.

A melhor demonstração que por trás das mobilizações está a luta por mais revolução é a lista de pessoas presas: Frank García Hernández, historiador cubano e marxista; Leonardo Romero Negrín, um jovem estudante de física socialista da Universidade de Havana, que já em manifestações anteriores tinha reclamado por um socialismo sem repressão; Maykel González Vivero, diretor da revista Tremenda Nota; Marcos Antonio Pérez Fernández, menor, estudante pré-universitário.

Porque amamos Cuba, rejeitamos as tentativas do imperialismo e da direita em usar estas marchas para desprestigiar a revolução. É normal os povos marcharem, reclamarem. Nos países que o imperialismo e a direita admiram, a resposta não é feita com prisioneiros, mas com mortos.

O que está dito no Manifesto Comunista continua vigente: a primeira tarefa da revolução é a construção da democracia. Construção que só pode ser feita a partir de baixo. Nem o capitalismo nem a burocracia podem contribuir em nada na luta pela democracia.

ATUALIZAÇÃO de 14 DE JULHO DE 2021

Boa parte dos detidos já foi libertada. No caso de Frank García Hernández com um mandado de prisão domiciliária. No entanto, o problema mais grave é o de Leonardo Romero Negrín, que está desaparecido. Como no resto da América Latina, prendem-no, mas não o incluem no registo, deixando-o à mercê da polícia.

ATUALIZAÇÃO DE 15 DE JULHO DE 2021

Leonardo Romero Negrín já não está desaparecido. Mas encontra-se preso na Prisão Juvenil de Cotorro. Existem mais de 300 prisioneiros. Muitos deles foram procurados em suas casas numa razia contra a esquerda cubana.

Fonte: https://contraelcapital.lamula.pe/2021/07/12/a-cuba-con-amor/losanticapitalistas/

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