Uma questão central: a extrema direita, pessoas LGBTIQ e uma estratégia de resistência

Por Peter Drucker, de agosto de 2019

A extrema direita está a crescer, país atrás de país. Tornou-se inequivocamente num fator central na política europeia e mundial contemporânea. Cheguei à conclusão de que, nos próximos anos, a luta contra a extrema direita será decisiva para a esquerda radical e revolucionária. É, portanto, cada vez mais urgente compreendermos a ameaça da extrema direita que enfrentamos. Até certo ponto, podemos aprender com as análises marxistas do fascismo clássico, particularmente na Alemanha nazi e na Itália fascista. Mas muitas coisas mudaram na extrema direita. Para usar o termo do nosso camarada Enzo Traverso, a maior parte da extrema direita hoje é “pós-fascista”: às vezes em continuidade com a velha direita fascista, às vezes não. E o género e política sexual não são questões secundárias para a extrema direita – são fundamentais. Portanto, esta é uma das coisas que precisamos entender urgentemente.

Extrema direita e heteronacionalismo

Com o aumento da extrema direita, multiplicaram-se os exemplos dos seus ataques aos direitos LGBTI. O novo presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro, é um proeminente e nojento exemplo. Ele disse abertamente que preferia um filho morto a um filho gay. Não surpreendentemente, a sua eleição produziu uma onda de violência anti-LGBTIQ no Brasil, que já era um dos países com maiores níveis de violência anti-LGBTIQ. Embora as posições de Donald Trump fossem menos claras antes da sua eleição como presidente dos Estados Unidos da América, também ele tem estado ao serviço, desde então, da direita reacionária anti-LGBTIQ. O seu governo interveio nos tribunais para se opor a medidas contra a discriminação e tentou expurgar as pessoas trans das forças armadas.

Existem exemplos semelhantes na Europa. A Lega italiana era, no parlamento, o oponente mais implacável das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo – para não falar do casamento entre pessoas do mesmo sexo! – apresentando mais de 5.000 emendas na tentativa de eliminar o projeto de lei. E, no estado espanhol, o partido de extrema direita Vox denunciou no seu site os eventos do Orgulho como “escandalosos”.

Algumas pessoas apelidam estes ataques de direita anti-LGBTIQ de “homofobia política”. Pode ser que este não seja o melhor termo. Embora as pessoas que o usam não tenham necessariamente essa intenção, parece um tipo de doença mental. Acho que faz mais sentido falar sobre ‘heteronacionalismo’. Esta é uma das dimensões dos projetos nacionalistas de direita mais amplos, com raízes profundas na sociedade.

Qual é a fonte do preconceito anti-LGBTIQ na direita nacionalista? Porque ataca a extrema direita as pessoas LGBTIQ? Um dos principais motivos é sua profunda hostilidade para com as mulheres, a sua misoginia, que está ligada à sua relação contraditória com o neoliberalismo. A combinação de misoginia e populismo económico ajuda a extrema direita a atrair homens heterossexuais zangados. A desindustrialização e a estagnação dos salários em muitas economias, e mais recentemente após a profunda recessão que eclodiu em 2008, enfraqueceu o sentimento de masculinidade de muitos homens. Muitos homens heterossexuais cisgénero culpam as mulheres e as pessoas LGBTIQ por isso.

Académicos como George Mosse, ele próprio um homem gay cuja família fugiu da Alemanha nazi, mostraram como o nacionalismo agressivo está intimamente ligado a um conceito estreito de masculinidade. Este conceito naturaliza a família patriarcal, vê as mulheres como portadoras de filhos e meras companheiras de homens e vê as pessoas LGBTIQ como enfraquecedoras da fibra moral da nação. Esta foi uma das razões pelas quais os nazis, na Alemanha, eram ferozmente hostis à homossexualidade, pelo menos entre os alemães: eles pensavam que isso enfraquecia a “raça superior ariana”. A extrema direita, por todo o mundo, ainda hoje tem um conceito semelhante de masculinidade. Especialmente nos países católicos, este conceito incluiu o ataque do papa à “ideologia de género” e sua defesa dos limites tradicionais dos papéis masculino e feminino.

Esta extrema direita misógina e sexualmente reacionária está em ascensão em muitos países onde os movimentos LGBTIQ têm vindo a conquistar vitórias. Esses movimentos LGBTIQ emergiram e fortaleceram-se especialmente depois de 1968, quando tiveram lideranças da esquerda radical, que os viam como parte de uma esquerda radical mais ampla. As suas visões e táticas militantes ajudaram a obter as primeiras vitórias nas décadas de 1970 e 1980 contra a discriminação e a violência. Mais tarde, à medida que os movimentos LGBTIQ aumentaram e a esquerda radical mais ampla se enfraqueceu, os grupos LGBTI convencionais tornaram-se mais moderados. Colocaram menos ênfase na solidariedade contra o sexismo, racismo e opressão de classe, e concentraram-se mais especificamente em questões como a igualdade no casamento. Mas isso não fez com que a extrema direita os amasse. A extrema direita, na maioria dos países, ainda se opõe ao casamento homossexual, muitas vezes com veemência.

Os principais grupos LGBTI, entretanto, construíram laços com o centro-esquerda social-liberal e até com o centro-direita neoliberal. Algumas das posições mais anti-LGBTIQ de extrema direita precisam de ser entendidas, pelo menos em parte, como reações ao apoio oficial aos direitos LGBTI, que predomina agora no centro político da Europa Ocidental e nalguns outros países imperialistas. Este não é um fator em todos os lugares. Os ataques de Trump contra pessoas LGBTIQ não são especialmente inspirados pela hostilidade à Europa, embora ele seja frequentemente anti-europeu, e os ataques anti-LGBTIQ no Brasil também não refletem particularmente um discurso anti-europeu. Mas muitos regimes neoliberais e autoritários africanos e árabes afirmam – apesar de muitas evidências históricas em contrário – estarem a defender as “suas próprias” culturas contra a influência LGBTIQ europeia. E algo semelhante está a acontecer com a extrema direita do Leste Europeu.

Na Europa Ocidental, reformas como a descriminalização, leis anti-discriminação e igualdade no casamento foram reformas nacionais enraizadas na política nacional. Algumas reformas do Leste Europeu também tiveram uma dinâmica nacional; a Alemanha Oriental, por exemplo, descriminalizou o sexo homossexual um ano antes da Alemanha Ocidental. Mas as reformas mais recentes do Leste Europeu foram principalmente resultado das políticas da União Europeia. Como resultado, os europeus LGBTI do Leste beneficiaram de vitórias legais. Mas muitos europeus orientais agora veem as proteções para as pessoas LGBTI como algo imposto desde fora.

E ao mesmo tempo que a UE tem vindo a promover os direitos LGBTI, este tem sido um instrumento do neoliberalismo na Europa de Leste. Isso significou uma presença crescente de capital da Europa Ocidental, cortes nas proteções sociais e aumentos na desigualdade. As políticas neoliberais foram justificadas com uma ideologia liberal de liberdade, incluindo direitos LGBTI. Isso ajudou a tornar as pessoas LGBTI alvos de ressentimento anti-UE e nacionalismo ressurgente. Numa resposta que reflete a instrumentalização dos direitos LGBTI pelo neoliberalismo, o heteronacionalismo tem vindo a instrumentalizar atitudes anti-LGBTI. Em países como a Polónia e a Hungria, a direita no poder está a jogar com o ressentimento da ideologia neoliberal, enquanto mantém muitas características-chave da economia neoliberal.

Neste clima, a violência contra eventos de orgulho lésbico/gay da Europa de Leste tem-se devido em parte a grupos neo-fascistas que acreditam que a UE é ‘dirigida por “bichas”’. O partido fascista grego Golden Dawn tem uma dinâmica semelhante, vendo os direitos LGBTI como parte da mesma agenda da UE que empobreceu o povo grego.

Extrema direita e homonacionalismo

Preciso agora de tornar a discussão mais complexa, falando sobre o lado menos homofóbico da extrema direita. Isso significa falar de homonacionalismo, termo cunhado pela académica norte-americana Jasbir Puar. Significa a instrumentalização dos direitos LGBTI ao serviço do imperialismo e do nacionalismo.

Embora a extrema direita geralmente seja anti-LGBTIQ, acho que o homonacionalismo de extrema direita também é um problema sério. Por um lado, a extrema direita europeia contemporânea às vezes é inconsistente em questões de género e sexualidade. Se tomarmos a hostilidade nazi à homossexualidade há 80 anos como base, a extrema direita de hoje nem está sempre em continuidade com as tradições fascistas anteriores.

E um fenómeno que pode parecer marginal na análise da extrema direita europeia como um todo, às vezes pode estar longe de ser marginal nas comunidades LGBTI de alguns países. A extrema direita gay é uma corrente dentro da direita gay mais ampla, e ambas têm crescido. Os principais líderes LGBTI podem não apoiar a extrema direita, mas seu fracasso em lutar contra o neoliberalismo e o racismo deixou muitas pessoas LGBTI comuns abertas ao apelo da extrema direita. Uma sondagem no Brasil na semana anterior à segunda volta das eleições presidenciais do ano passado mostrou que 29% dos eleitores que se identificaram como não heterossexuais planeavam votar no homofóbico Bolsonaro. E as sondagens mostram níveis comparáveis de apoio, particularmente entre gays cisgénero brancos, a Le Pen em França e à extrema direita nos Países Baixos.

A hostilidade da extrema direita europeia para com os muçulmanos às vezes parece superar a hostilidade para com as pessoas LGBTI. Na Europa Oriental, a direita apela à herança cristã da Europa para justificar o facto de manter os refugiados muçulmanos fora. Na Europa Ocidental, a extrema direita alerta para o perigo do que chama de “Eurábia” para justificar uma linha dura contra a imigração, contra alguns benefícios sociais que as pessoas de comunidades imigrantes recebem e contra algumas práticas muçulmanas (como véus e comida halal). A feminista marxista Sara Farris mostrou como a extrema direita francesa, italiana e neerlandesa adotou uma espécie de “feminismo” que afirma defender as mulheres europeias, mesmo mulheres de origem imigrante, contra os homens muçulmanos e outros homens de origem não europeia. Em alguns casos, uma dinâmica semelhante levou alguns partidos de extrema direita do noroeste da Europa a adotarem um certo grau de homonacionalismo, defendendo as “suas” pessoas lésbicas e gays contra uma suposta ameaça muçulmana.

O colunista neerlandês Bas Heijne descreveu como uma ameaça muçulmana foi usada para justificar uma reviravolta da direita nas questões LGBTI. Em 1998, o colunista de direita neerlandês Gerry van der List expressou repulsa pelo que viu e interpretou como exibicionismo sexual por parte de gays nos Jogos Gay de Amsterdão. No entanto, alguns anos depois, o mesmo Van der List estava entusiasmado com o comportamento exuberante dos gays no Orgulho de Amsterdão. Desta vez ele pensou que estavam a resistir heroicamente ao Islão. ‘Eles são os mesmos tipos nus’, resumiu Heijne, ‘mas agora representam algo diferente.’

Têm havido algumas mudanças semelhantes nas posições públicas de vários partidos de extrema direita do noroeste da Europa. O líder flamengo de extrema direita Flip Dewinter votou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo no parlamento belga em 2003, mas em 2014 ele declarou que o seu partido era agora a favor. Rompendo com o seu pai, Jean-Marie Le Pen, a líder francesa de extrema direita Marine Le Pen anunciou aos “eleitores gays” em 2010: “Eu sei que vocês sofrem de discriminação. E quem vos discrimina? Imigrantes e muçulmanos “. Nos Países Baixos, Martin Bosma, deputado do Partido da Liberdade, de extrema direita, disse num debate parlamentar sobre os direitos dos homossexuais que”a hostilidade aos gays atravessa a cultura muçulmana”. Membros dos democratas suecos, de extrema direita, lideraram a chamada “Marcha do Orgulho” através de um bairro predominantemente de imigrantes em Estocolmo, gritando “Não aos que odeiam homossexuais nas nossas ruas!”

Esse tipo de homonacionalismo de extrema direita não é apenas uma forma oportunista de obter votos LGBTI. Enquadra-se num discurso mais amplo de ‘defesa da família’. O homonacionalismo deve ser mais amplamente entendido como uma dimensão da “homonormatividade”, que Lisa Duggan descreveu como uma mentalidade gay que não “contesta as suposições e instituições heteronormativas dominantes, mas que as defende e sustenta”. A homonormatividade ajuda algumas pessoas lésbicas/gays a integrarem-se em instituições familiares existentes, adaptando-se para ocupar um nicho mais seguro dentro da ordem neoliberal. Até certo ponto, alguns partidos de extrema direita têm adotado uma perspectiva homonormativa. E pelo menos uma minoria de eleitores gays gosta disso.

Nalguns casos, lésbicas e gays podem até ser encontrados no topo dos partidos de extrema direita. Na Alemanha, a presidente da Alternativa, de extrema direita, no partido parlamentar alemão, Alice Weidel, é uma lésbica assumida. O ex-secretário nacional da Frente Nacional francesa, Florian Philippot, é um gay assumido. Apesar dos ataques de Donald Trump a pessoas LGBTIQ, ele tem defensores gays entre os chamados republicanos da Log Cabin. Ele nomeou um embaixador assumidamente gay na Alemanha, Richard Grenell, que tem apoiado publicamente partidos de extrema direita em toda a Europa. Mais estranho ainda, mesmo na administração de um fanático declarado como Bolsonaro no Brasil, o seu Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos inclui altas autoridades assumidamente lésbicas e trans, que representam o Brasil em reuniões internacionais de direitos humanos.

No entanto, uma palavra de cautela: mesmo os partidos de extrema direita mais homonacionalistas descobrem que apoiar os direitos LGBTI coloca-os em tensão com a sua própria base. Um estudo oficial neerlandês concluiu que, apesar das declarações públicas pró-gay do Partido da Liberdade, de extrema direita, os seus eleitores tinham mais atitudes anti-LGBTIQ do que os de qualquer outro partido importante. E os partidos de extrema direita que se afastam muito da sua base podem perder votos, como vimos recentemente com o Partido da Liberdade neerlandês e o Partido do Povo Dinamarquês. Isto ajuda a explicar o quão cauteloso pode ser o apoio da extrema direita aos direitos LGBTI. Quando, por exemplo, o parlamento neerlandês votou recentemente a proibição das chamadas “terapias de conversão gay”, os dois partidos de extrema direita inicialmente deram sinais de que votariam a favor; mas no final votaram contra.

O Reagrupamento Nacional (anteriormente a Frente Nacional), francês, é talvez o partido que mais dificuldades teve em lidar com esta contradição. Como mencionei antes, Marine Le Pen estava a começar a apelar ao voto gay há uma década. Nessa altura, em 2012, quando o projeto do governo do PS para o casamento entre pessoas do mesmo sexo enfrentou resistência em massa, o partido de Le Pen não resistiu à tentação de reivindicar a liderança da cruzada contra a igualdade no casamento. No entanto, também não desistiria dos seus apelos aos eleitores gays. A própria Le Pen quase sempre se manteve calada sobre o casamento, deixando o trabalho sujo para sua sobrinha Marion Maréchal Le Pen. No seu programa para as eleições de 2017, o partido tentou reconciliar os seus apoiantes gays e anti-gays prometendo converter os casamentos entre pessoas do mesmo sexo em uniões civis fortes.

Debaixo de todas estas contradições, porém, existe uma unidade subjacente de propósito. Existe aqui uma analogia. Na última análise, a extrema direita defende a ordem capitalista, embora às vezes adote políticas sociais populistas. Da mesma forma, na última análise, defende famílias patriarcais e os papéis de género, mesmo se às vezes demonstre alguma tolerância para algumas pessoas e relacionamentos LGBTI.

E, no entanto, algumas pessoas lésbicas e gays ainda são atraídas pela visão da extrema direita. Isso sugere que as comunidades LGBTIQ, como a extrema direita, estão atravessadas por contradições.

Estratégias e perspectivas para a resistência LGBTIQ internacional

Com todas estas tensões e contradições, como pode a esquerda radical e revolucionária ajudar a mobilizar as pessoas LGBTIQ contra a extrema direita? A chave é a solidariedade, aliada a táticas flexíveis e criativas de frente única. Precisamos de estar preparados para nos unir em ação com quaisquer grupos LGBTIQ e pessoas que estejam dispostas a mobilizar-se contra a extrema direita. Isso significa principalmente defender e construir alianças com muçulmanos e outros grupos racializados ameaçados pela extrema direita, mostrando como o racismo e o heteronacionalismo estão ligados. Quando a extrema direita afirma proteger as pessoas LGBTI contra muçulmanos e africanos, as pessoas LGBTIQ precisam responder, em alto e bom som: Não em nosso nome!

Ao mesmo tempo, não devemos ficar calados sobre a responsabilidade que os principais grupos LGBTI têm por terem perdido parte da sua base para o populismo reacionário. Precisamos de um retorno ao espírito de 1968. Este ano, o 50º aniversário da rebelião de Stonewall, todas as celebrações oficiais do Orgulho estão reivindicando o legado de Stonewall, enquanto entendem pouco ou nada da política de esquerda radical que conheceu a rebelião e as Frentes de Libertação Gay que dela surgiram. Em alguns casos, contingentes de extrema direita conseguiram marchar atrás de faixas com slogans sobre Stonewall – o que é uma absoluta farsa. Precisamos de recuperar o legado verdadeiro e completo de Stonewall. Isso significa não falar sobre tolerância, nem mesmo apenas sobre aceitação, mas sobre libertação sexual. E a libertação sexual requer desafiar os papéis de género, requer transformar a família em vez de apenas integrar-se nela e requer transformar a sociedade como um todo.

Acima de tudo precisamos de mobilizar os trabalhadores LGBTIQ, jovens queer sem-abrigo, mulheres, pessoas racializadas e oprimidas – que afinal são a maioria invisível das comunidades LGBTIQ – contra a extrema direita e o neoliberalismo. Precisamos de deixar claro que as políticas anti-pobres dos nossos governos são inerentemente homofóbicas, transfóbicas e bifóbicas. Ao mobilizar a classe trabalhadora e a maioria oprimida das nossas comunidades, podemos alcançar massas de pessoas LGBTIQ que sofreram e foram amarguradas pelas políticas neoliberais – e que em alguns casos, infelizmente, recorreram à direita reacionária como forma de expressar a sua raiva. Construir alianças progressistas amplas que incluam pessoas LGBTIQ abertas contra o neoliberalismo e a reação pode ser uma forma eficaz de combater os preconceitos anti-LGBTIQ. E onde alguns gays e lésbicas têm um compromisso permanente com a extrema direita, por racismo ou interesse de classe percebido, mobilizar a maioria LGBTIQ à volta de uma visão de solidariedade pode tornar possível expulsar a extrema direita do nosso movimento e mantê-la fora.

Precisamos de enviar esta mensagem especialmente nos eventos do Orgulho, usando qualquer tática que melhor funcione numa dada situação: construir amplos blocos anti-racistas ou organizar contingentes queer radicais ou, se houver pouco espaço para isso, eventos alternativos do Orgulho. Isto exigirá muita criatividade e discussão, tentativa e erro. Vamos então começar a discussão!

Fonte: http://www.europe-solidaire.org/spip.php?article49833#nb1

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