SE AS MULHERES PARAM TUDO PÁRA

O coletivo português de militantes da 4ª internacional – Toupeira Vermelha – solidariza-se com a convocatória e o movimento para a Greve Feminista de 8 de março, apelando à participação massiva das mulheres e à solidariedade necessária dos homens.

O próximo dia 8 de março, internacionalmente instituído como o dia da mulher, será marcado em Portugal por uma Greve Feminista. Trata-se não apenas de um dia de luta da mulher, mas também da mulher trabalhadora, na sua reivindicação contínua e histórica pela conciliação entre a vida profissional, familiar, pessoal… de todas as vidas que as mulheres têm sobre si.

Marcada para acontecer em várias cidades do país, a Greve Feminista procura ainda uma mobilização massiva contra a violência estrutural, as desigualdades e os preconceitos assentes no género, que ainda hoje nos assolam e nos obrigam a defrontar quotidianamente o assédio laboral e sexual, ao mesmo tempo que as instituições do Estado  são claramente incapazes de dar resposta a estas violências (muitas vezes fatais) onde, tantas vezes, a Justiça fica por aplicar.

Assim, o dia 8 de março procura uma paralisação geral das mulheres e das suas atividades de trabalho produtivo, reprodutivo e consumo. Mas não é só uma paralisação, é Greve, com G grande, pois a par com homens, também nós, mulheres, experienciamos a intensificação do trabalho, a desvalorização da nossa produção, a precarização constante das vidas. Uma intensificação, desvalorização e precarização que permeia o espaço da casa e intensifica também o trabalho reprodutivo e do cuidado, ainda hoje invisível no seu reconhecimento como trabalho.

E é Greve com G grande, porque, apesar da novidade de uma greve convocada pelo género, não podemos esquecer que muitos direitos laborais de hoje foram lutas iniciadas por mulheres, em particular mulheres trabalhadoras, que desobedeceram tanto ao patrão como ao Estado e aos sindicatos.

E é feminista, porque a luta das mulheres não se esgota em si mesmas. Cada avanço no caminho da igualdade representa, também para os homens, uma conquista. Os direitos laborais e reprodutivos das mulheres não são uma agenda segregada da luta coletiva de todas e todos pelo direito a uma vida digna e livre de violência.

O coletivo português de militantes da 4ª internacional – Toupeira Vermelha, solidariza-se assim com a convocatória e o movimento para a Greve Feminista de 8 de março, apelando à participação massiva das mulheres e à solidariedade necessária dos homens.

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