Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo

Artigo de Trotsky de janeiro de 1919.

Na passagem do centenário do assassinato de Rosa Luxemburgo e de Karl Liebknecht publicamos dois textos de Trotsky sobre a memória dos dois revolucionários alemães.

O inflexível Karl Liebknecht

Acabámos de sofrer a mais pesada perda. Um duplo luto atingiu-nos.

Dois chefes desapareceram brutalmente, dois chefes cujos nomes permanecerão para sempre inscritos no livro de ouro da revolução proletária: Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo. O nome de Karl Liebknecht tornou-se universalmente conhecido desde os primeiros dias da grande guerra europeia. Nas primeiras semanas desta guerra, no momento em que o militarismo alemão festejava as suas primeiras vitórias, as suas primeiras orgias sangrentas, em que os exércitos alemães lançavam a sua ofensiva na Bélgica, destruindo as fortalezas belgas, em que os canhões de 420 milímetros prometiam, parecia, colocar todo o universo as pés de Guilherme II, no momento em que a social-democracia oficial, com Scheidemann e Ebert à cabeça, se ajoelhavam face ao militarismo e imperialismo alemão aos quais tudo parecia submeter-se – o mundo exterior com a França invadida no norte e o mundo interior não apenas com a casta militar e a burguesia mas também com os representantes oficiais da classe operária – nestes dias sombrios e trágicos, apenas uma voz se ergueu na Alemanha para protestar e para maldizer: a de Karl Liebknecht.

E esta voz ecoou pelo mundo inteiro. Em França, onde o espírito das massas operárias se encontrava então sob a assombração da ocupação alemã, onde o partido dos social-patriotas no poder pregava uma luta sem tréguas nem perdão contra o inimigo que ameaçava Paris, a burguesia e os próprios chauvinistas reconheceram que só Liebknecht era excepção aos sentimentos que animavam o povo alemão por inteiro.

Liebknecht, na realidade, não estava isolado: Rosa Luxemburgo, mulher da maior coragem, lutava ao seu lado, ainda que as leis burguesas do parlamentarismo alemão não lhe tenham permitido lançar o seu protesto do alto da tribuna, tal como o tinha feito Karl Liebknecht. Convém sublinhar que ela era secundada pelos elementos mais conscientes da classe operária, nos quais a potência do seu pensamento e da sua palavra tinham semeado gérmenes fecundos. Estas duas personalidades, estes dois militantes, completavam-se mutuamente e caminhavam juntos para o mesmo fim.

Karl Liebknecht encarnava o tipo de revolucionário inflexível no sentido mais amplo da palavra. (…) Era (…) na vida corrente, a própria incarnação da bondade e da amizade. Podemos dizer que o seu carácter era de uma doçura feminina, no melhor sentido desta palavra, enquanto que a sua vontade de revolucionário, de uma tempera excepcional, o tornava capaz de combater desmesuradamente em nome dos princípios que professava. Provou-o elevando os protestos contra os representantes da burguesia e os traidores social-democratas do Reichstag alemão, no qual a atmosfera estava saturada dos miasmas do chauvinismo e do militarismo triunfantes. Provou-o quando levanta, na praça de Potsdam, em Berlim, o estandarte da revolta contra os Hohenzollern e o militarismo burguês.

Foi preso. Mas nem a prisão, nem os trabalhos forçados conseguiram quebrar a sua vontade e, libertado pela revolução de novembro, Liebknecht coloca-se à cabeça dos elementos mais valorosos da classe operária alemã.

Rosa Luxemburgo – Potência das suas ideias

O nome de Rosa Luxemburgo é menos conhecido nos outros países e na Rússia, mas podemos dizer, sem medo de exagerar, que a sua personalidade nada fica a dever à de Liebknecht.

Pequena de tamanho, frágil e adoecida, ela espantava pela potência do seu pensamento. Disse que estes dois líderes se completavam mutuamente. A intransigência e firmeza revolucionária de Liebknecht combinava-se com uma doçura e uma amenidade femininas, e Rosa Luxemburgo, apesar da sua fragilidade era dotada de uma potência de pensamento viril.

Encontramos em Ferdinand Lassalle apreciações sobre o trabalho físico do pensamento e sobre a tensão sobrenatural de que o espírito humano é capaz para vencer e derrubar os obstáculos materiais; tal era a impressão de potência que dava Rosa Luxemburgo quando falava da tribuna, cercada de inimigos. E os seus inimigos eram numerosos. Apesar do seu tamanho pequeno e da fragilidade de toda a sua pessoa, Rosa Luxemburgo sabia dominar e manter em suspenso um auditório alargado, mesmo hostil às suas ideias. Pelo rigor da sua lógica, ela sabia reduzir as silêncio os seus inimigos mais resolutos, sobretudo quando as suas palavras se dirigiam às massas operárias.

O que pôde chegar a nós durante as jornadas de julho.

Sabemos demasiado bem como procede a reacção para organizar certos motins populares. Lembramo-nos todos das jornadas que vivemos em julho nos muros de Petrogrado, quando os bandos negros reunidos por Kérensky e Tseretelli contra os bolcheviques organizavam o massacre dos operários, golpeando os militantes, fuzilando e passando no fio da baioneta os operários isolados surpreendidos na rua. Os nomes dos mártires proletários, tal como o de Veinoff, estão ainda presentes no espírito da maior parte de nós. Se conservámos então Lenine, se conservámos Zinoviev, é porque conseguiram escapar das mãos dos assassinos. Houve então vozes entre os mencheviques e os socialistas-revolucionários que censuraram Lenine e Zinoviev por se terem esquivado do julgamento, uma vez lhes teria sido fácil limpar-se da acusação feita contra eles de quem os denunciava como espiões alemães. De que tribunal se quer falar? Provavelmente daquele que levará mais tarde Liebknecht e a meio caminho do qual Lenine e Zinoviev teriam sido fuzilados por tentativa de evasão? Tal teria sido sem nenhuma dúvida a declaração oficial. Depois da terrível experiência de Berlim, temos de nos felicitar por Lenine e Zinoviev não terem comparecido perante o tribunal do governo burguês.

Aberração histórica

Perda irreparável, traição sem exemplo! Os chefes do partido comunista alemão já não existem. Perdemos os melhores dos nossos irmãos e os seus assassinos permanecem sob a bandeira do partido social-democrata que tem a audácia de começar a sua genealogia com Karl Max! Eis o que se passa, camaradas! Este mesmo partido, que traiu os interesses da classe operária desde o princípio da guerra, que apoiou o militarismo alemão, que encorajou a destruição da Bélgica e a invasão das províncias franceses do Norte, este partido cujos chefes nos entregaram aos nossos inimigos, os militaristas alemães, nos dias da paz de Brest-Litovsk; este partido e os seus chefes – Scheidemann e Ebert – intitulando-se sempre marxistas organizaram os bandos negros que assassinaram Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo!

Já tínhamos sido testemunhas de uma aberração histórica semelhante, de um crime histórico semelhante, porque o mesmo caminho tinha sido já percorrido com o cristianismo. O cristianismo evangélico, ideologia de pecadores oprimidos, de escravos, de trabalhadores esmagados pela sociedade, não foi tomado pelos que monopolizavam a riqueza, pelos reis, os patriarcas e os papas? Está fora de dúvida que o abismo que separa o cristianismo primitivo tal como surgiu na consciência do povo e do fundo da sociedade está separado do catolicismo e das teorias ortodoxas por um abismo tão profundo como o que agora se escavou entre as teorias de Marx, frutos puros do pensamento e dos sentimentos revolucionários, e os resíduos de ideias burguesas que os Scheidemann e os Ebert de todos os países traficam.

O sangue dos militantes assassinados pede vingança!

Camaradas! Estou convencido que este crime abominável será o último da lista dos crimes cometidos pelos Scheidemann e os Ebert. O proletariado aguentou muito tempo as iniquidades dos que a história colocou à sua cabeça; mas a sua paciência está no limite e este último crime não ficará impune.

O sangue de Karl Liebknecht e de Rosa Luxemburgo grita por vingança; fará falar as calçadas das ruas de Berlim e as da praça de Potsdam, na qual Karl Liebknecht levantou primeiro o estandarte da revolta contra os Hohenzollern. Estas calçadas – não duvidem – servirão para erigir novas barricadas contra os executores de obras baixas, os cães de guarda da sociedade burguesa – contra os Scheidemann e os Ebert!

A luta só agora começa

Scheidemann e Ebert esmagaram, momentaneamente, o movimento espartaquista (os comunistas alemães); mataram dois dos melhores chefes deste movimento e talvez ainda festejem a sua vitória; mas esta vitória é ilusória, porque ainda não houve, de facto, acção decisiva. O proletariado alemão ainda não se sublevou para conquistar o poder político. Tudo o que precedeu os acontecimentos actuais não foi mais do que uma potente exercício de reconhecimento para descobrir as posições do inimigo. São os preliminares da batalha, mas não é ainda a própria batalha. E estas manobras de reconhecimento eram indispensáveis ao proletariado alemão, tal como nos foram indispensáveis nas jornadas de julho. (…) Permitiram-nos avaliar o número e a composição das forças do inimigo; mostraram-nos com clareza que o governo de Kérensky e de Tseretelli representava na realidade um poder ao serviço dos burgueses e dos grandes proprietários contra-revolucionários.

Os mesmos factos produziram-se em Berlim.

Acontecimentos análogos tiveram lugar em Berlim. Em Berlim, como em Petrogrado, o movimento revolucionário ultrapassou o das massas operárias atrasadas. Tal como no nosso caso os inimigos da classe operária gritaram: “não podemos submeter-nos à vontade de Berlim; Berlim está isolada; é preciso reunir uma Assembleia Constituinte e transportá-la para uma vila de província de tradições mais sãs. Berlim está pervertida pela propaganda de Karl Liebknecht e de Rosa Luxemburgo!”

Tudo o que foi empreendido neste sentido no nosso caso, todas as calúnias e toda a propaganda contra-revolucionária que escutámos aqui, tudo isso foi divulgado em tradução alemã por Scheidemann e Ebert contra o proletariado berlinense e contra os chefes do Partido Comunista, Liebknecht e Rosa Luxemburgo. É verdade que esta campanha de reconhecimento se revestiu na Alemanha de proporções mais alargadas do que no nosso caso, mas isto explica-se pelo facto dos alemães repetirem uma manobra que já tinha sido realizada uma vez no nosso caso; mas, os antagonismos de classes estão mais claramente estabelecidos neles.

Entre nós, camaradas, quatro meses decorreram entre a revolução de fevereiro e as jornadas de julho.

Foram precisos quatro meses ao proletariado de Petrogrado para experienciar a necessidade absoluta de descer à rua para abanar as colunas que serviam de apoio ao templo de Kérensky e de Tseretelli. Quatro meses se passaram após as jornadas de julho antes que as pesadas reservas da província chegassem a Petrogrado, permitindo-nos contar com uma vitória certa e lançar-nos ao assalto das posições da classe inimiga em outubro de 1917 ou em novembro, novo estilo.

Na Alemanha onde a primeira explosão da revolução teve lugar em novembro, os acontecimentos correspondentes às nossas jornadas de julho seguiram-na já no começo de janeiro. O proletariado alemão cumpriu a sua revolução segundo um calendário mais apertados. Onde nos foi preciso quatro meses, apenas lhes foram precisos dois.

E sem dúvida que esta medida proporcional continuará até ao fim. Das jornadas de julho alemãs ao outubro alemão talvez não se passem quatro meses como no nosso caso; não se passarão talvez dois meses.

E os golpes de fogo disparados nas costas de Karl Liebknecht acordaram, não duvidem, potentes ecos em toda a Alemanha. E estes ecos devem soar com um toque de finados aos ouvidos dos Scheidemann e dos Ebert.

Viemos aqui cantar o Requiem por Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo. Os nossos chefes pereceram. Não os iremos rever mais. Mas quantos de entre vós camaradas se aproximaram deles em vida? Uma minoria insignificante.

E, contudo, Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo sempre estiveram presentes entre vós.

Nas vossas reuniões, nos vossos congressos frequentemente elegeram Karl Liebknecht presidente de honra. Ausente, ele assistia às vossas reuniões, ocupavam o lugar de honra à vossa mesa. Porque o nome de Karl Liebknecht não designa apenas uma pessoa determinada e isolada, este nome incarna para nós tudo o que há de bom, de nobre e grande na classe operária, na sua vanguarda revolucionária.

É tudo isto que vimos em Karl Liebknecht. E quando um dentre nós queira representar um homem invulgarmente couraçado contra o medo e a fraqueza; um homem que não tenha nunca falhado – nomeamos Karl Liebknecht.

Ele não era apenas capaz de verter o seu sangue (esse não é talvez o traço maior do seu carácter), ele ousou levantar a voz no campo dos nossos inimigos furiosos, numa atmosfera saturada dos miasmas do chauvinismo, enquanto toda a sociedade alemã guardava silêncio e o militarismo primava.

Ousou elevar a voz nestas condições e dizer isto: “Kaiser, generais, capitalistas e você – Scheidemann que sufocam a Bélgica, que devastaram o norte de França, que quiseram dominar o mundo inteiro – eu vos desprezo, vos odeio, declara-vos guerra e esta guerra levá-la-ei até ao fim. Camaradas se o invólucro material de Liebknecht desapareceu, a sua memória continua e continuará indelével!

Mas, com o nome de Karl Liebknecht, o de Rosa Luxemburgo conservar-se-á para sempre nos esplendores do movimento revolucionário universal. Conhecem a origem das lendas dos santos e da sua vida eterna? Estas lendas repousam na necessidade que têm os homens de conservar a memória dos que, colocados à sua cabeça, os serviram no bem e na verdade; repousam sobre a necessidade de os imortalizar envolvendo-as numa aureola de pureza. Camaradas, as lendas são supérfluas para nós; nós não temos nenhuma necessidade de canonizar os nossos heróis – a realidade dos acontecimentos que vivemos actualmente basta-nos, já que esta realidade é por si só legendária. Ela acorda uma potência lendária na alma dos nossos chefes, cria carácteres que se elevam acima da humanidade.

Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo viveram eternamente no espírito dos homens. Sempre, em todas as reuniões em que evocamos Liebknecht sentimos a sua presença e a de Rosa Luxemburgo com uma clareza extraordinária – quase material.

Ainda a sentimos, nesta hora trágica, que nos une espiritualmente com os trabalhadores mais nobres da Alemanha, da Inglaterra e do mundo inteiro, todos consternados pelo mesmo luto, pela mesma imensa dor.

Nesta luta e nestas dificuldades os nossos sentimentos também não conhecem fronteiras.

Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht são nossos irmãos espirituais

Liebknecht não é, aos nossos olhos, um líder alemão, e Rosa Luxemburgo não é uma socialista polaca que se colocou à cabeça dos operários alemães… Os dois são nossos irmãos; estamos unidos a eles por laços morais indissolúveis.

Camaradas! Não repetimos isto vezes demais porque Liebknecht e Rosa Luxemburgo tinham laços estreitos com o proletariado revolucionário russo.

A casa de Liebknecht em Berlim era o centro de ligação dos nossos melhores emigrados. Quando se tratava de protestar no parlamento alemão ou na imprensa alemã contra os serviços que prestavam os imperialistas alemães à reacção russa era a Karl Liebknecht que nos dirigíamos. Ele batia a todas as portas e agia sobre todos os cérebros – até sobre os de Scheidemann e de Ebert – para os determinar a reagir contra os crimes do imperialismo.

Rosa Luxemburgo tinha sido a cabeça do partido social-democrata polaco que forma hoje, com o partido socialista, o partido Comunista.

Na Alemanha, Rosa Luxemburgo tinha, com o talento que a caracterizava, aprofundado a língua e a vida política do país; ela ocupará em breve um lugar mais proeminente no antigo partido social-democrata.

Em 1905, Karl Libeknecht e Rosa Luxemburgo tomaram parte nos acontecimentos da revolução russa. Rosa Luxemburgo foi mesmo presa na cidadela de Varsóvia na sua qualidade de militante activa depois libertada sob caução; é então que vem ilegalmente (1906) a Petrogrado onde frequentará os meios revolucionários, visitando nas prisões aqueles de entre nós que tinham sido então presos e servindo-nos no sentido mais largo desta palavra de agente de ligação com o mundo socialista de então. Mas, para além destas relações pessoais, guardamos da comunicação moral com ela – desta comunhão que cria a luta em nome dos grandes princípios e das grandes esperanças – a mais bela recordação.

Partilhámos com ela a maior das desgraças que tinha até então atingido a classe operária universal – a bancarrota vergonhosa da IIª Internacional, no mês de agosto de 1914. E foi com ela ainda que os melhores de entre nós elevaram a bandeira da IIIª Internacional e a mantivemos orgulhosamente erguida sem falhar um único instante.

Hoje, camaradas, na luta que prosseguimos, colocamos em prática os preceitos de Karl Liebknecht e de Rosa Luxemburgo. São as suas ideias que nos animam quando trabalhamos, em Petrogrado sem pão e sem lume, na construção de um novo regime sovietista; e quando os nossos exércitos avançam vitoriosamente sobre todas as frentes é ainda o espírito de Karl Liebknecht e de Rosa Luxemburgo que os anima.

Em Berlim, a vanguarda do Partido Comunista não tinha ainda para se defender forças potentemente organizadas; não tinha ainda um exército vermelho como nós não o tínhamos nas jornadas de julho quando a primeira vaga de um movimento potente mas organizado foi esmagada por bandos organizados ainda que pouco numerosos. Ainda não há exército vermelho na Alemanha mas já há um na Rússia; o exército vermelho é um facto; organiza-se e cresce em número todos os dias.

Cada um de nós terá o dever de explicar aos soldados como e porquê morreram Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo, quem eles eram e qual o lugar da sua memória no espírito de qualquer soldado, de qualquer camponês; estes dois heróis entraram para sempre do nosso panteão oficial.

Ainda que a enxurrada da reacção não pare de subir na Alemanha, não duvidamos um instante que o outubro vermelho esteja próximo.

E nós podemos bem dizer dirigindo-nos ao espírito dos dois grandes defuntos: Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, já não estão neste mundo, mas continuam entre nós; vamos viver e lutar sob a bandeira das vossas ideias, na aureola do vosso charme moral e juramos, se a nossa hora chegar, morrer de pé face ao inimigo como vocês o fizeram, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.

Tradução de Carlos Carujo

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